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Consultor de segurança de TI

Se você curte tecnologia, mas também gosta de resolver problemas reais, conversar com pessoas e proteger organizações, a carreira de consultor de segurança de TI pode ser sua cara. Esse profissional ajuda empresas, escolas, hospitais, prefeituras e até pequenos negócios a evitar golpes, vazamentos de dados e interrupções que atrapalham a rotina.


O consultor não precisa ser um “hacker de filme”; ele atua como um conselheiro prático, que avalia riscos, sugere melhorias simples e coordenadas (políticas de senha, backups, configurações seguras), organiza treinamentos rápidos com as equipes e acompanha projetos com fornecedores. É uma profissão dinâmica, com demandas que só crescem, e que dá a sensação de propósito: no fim do dia, seu trabalho mantém pessoas e serviços mais seguros.



O que é um consultor de segurança de TI


consultor de segurança de TI é quem avalia, planeja e orienta medidas para proteger informações e sistemas de uma organização. Em vez de “estragar a diversão” com um monte de regras, seu papel é equilibrar segurança e produtividade: como manter os dados a salvo sem travar o trabalho das pessoas. Ele observa o cenário da empresa (quais sistemas usa, onde ficam os dados, quem acessa o quê), identifica pontos fracos (senhas fracas, computadores desatualizados, falta de cópia de segurança), e propõe um plano simples e por etapas para reduzir riscos: políticas claras, ferramentas adequadas, rotina de backup, orientações para o time e resposta a incidentes.


Em empresas pequenas, esse consultor costuma atuar de forma mais ampla (normas, configuração básica de ferramentas, orientação ao time). Em empresas médias e grandes, participará de projetos específicos (adequação à LGPD, revisão de acessos, campanhas internas de conscientização, testes de vulnerabilidades conduzidos por equipes técnicas). Em todos os casos, ele é alguém que conecta tecnologia com pessoas e processos, fala uma linguagem acessível e ajuda a tomar decisões com base em risco e custo-benefício.


O que faz


  • Ouve as áreas da empresa para entender o que é mais crítico proteger.

  • Mapeia riscos simples: senhas fracas, softwares desatualizados, excesso de acessos.

  • Cria políticas claras (senha, uso de e-mail, internet, arquivos, celular corporativo).

  • Organiza treinamentos rápidos e campanhas de conscientização (como evitar golpes).

  • Recomenda ferramentas adequadas ao porte e orçamento (sempre de forma acessível).

  • Define rotinas de backup e orienta testes de restauração.

  • Ajuda a adequar a empresa à LGPD em pontos práticos do dia a dia.

  • Monta planos de resposta a incidentes (quem aciona quem, o que fazer primeiro).

  • Acompanha fornecedores (contratos, prazos, nível de serviço).

  • Sugere melhorias por etapas (prioridades de curto, médio e longo prazo).

  • Gera relatórios simples para a direção entender riscos e progresso.

  • Faz cheklists e pequenas auditorias internas para ver se as medidas foram cumpridas.


No conjunto, o consultor funciona como um paraquedas preventivo. Antes que aconteça um problema, ele ajuda a empresa a fechar as janelas mais óbvias e a se organizar para reagir com calma se algo der errado. Isso inclui traduzir “tecniquês” para uma linguagem acessível, criar hábitos (como verificar remetente de e-mail e atualizar o computador) e negociar prioridades: o que precisa ser feito agora, o que pode esperar um mês, e o que entra no plano do semestre.


Responsabilidades


  • Priorizar riscos: identificar o que ameaça mais o negócio hoje.

  • Planejar ações com cronograma e responsáveis.

  • Documentar políticas e procedimentos de forma simples.

  • Orientar pessoas: guias curtos, vídeos, reuniões breves.

  • Acompanhar fornecedores e validar entregas.

  • Recomendar tecnologias coerentes com o tamanho do cliente.

  • Monitorar indicadores básicos (incidentes, tempo de resposta, adesão a políticas).

  • Apoiar conformidade com leis e normas internas.

  • Organizar testes (ex.: simulações de golpe de e-mail) com foco educativo.

  • Preparar relatórios para diretoria, com linguagem clara e visual.

  • Evitar alarmismo: comunicar riscos de forma responsável.

  • Aprender continuamente: novas ameaças e boas práticas.


Essas responsabilidades pedem organização, comunicação e empatia. O consultor não chega “mandando”; ele constrói acordos com as áreas, mostra o porquê das medidas e reúne provas simples de que as mudanças valem a pena (menos incidentes, menos tempo parado, mais confiança de clientes e parceiros).


Áreas de atuação


  • Empresas de consultoria e auditoria (atendendo vários clientes).

  • Setor financeiro e seguros (proteção de dados e continuidade).

  • Saúde e educação (sigilo e disponibilidade de serviços).

  • Varejo e e-commerce (pagamentos e dados de clientes).

  • Setor público e terceiro setor (serviços ao cidadão, transparência).

  • Indústria (ambientes de fábrica conectados e escritórios).

  • Startups e tecnologia (crescimento rápido com governança mínima).


Em cada ambiente, as prioridades variam. No hospital, preservar dados de pacientes e manter sistemas sempre no ar; no e-commerce, proteger pagamentos e evitar fraudes; no setor público, garantir serviços funcionais e respeitar regras de privacidade. Em comum, a necessidade de rotinas simples e consistentes que toda a equipe entende e segue.


Como se tornar um


Dá para começar ainda no ensino médio: envolva-se em projetos de organização de arquivos da escola, cadastros de eventos, produção de cartazes sobre golpes on-line para a comunidade. Isso treina planejamento, comunicação e responsabilidade.


Depois, existem vários caminhos de formação:


  • Cursos técnicos (Informática, Redes) ajudam a entender o básico.

  • Tecnólogos e bacharelados (Segurança da Informação, Sistemas de Informação, Administração) dão visão de negócio + tecnologia.

  • Cursos livres com foco em boas práticasgestão de riscos simplesLGPD para iniciantes e comunicação.

  • Materiais oficiais (como a cartilha do CERT.br e guias da ANPD) ajudam a falar a língua certa com as áreas não técnicas.


No início, dá para estagiar em suporteinfraestrutura ou governança e, aos poucos, migrar para projetos de segurança. Monte um portfólio enxuto (3–5 projetos) mostrando situação inicial, medidas propostas e resultado (ex.: “reduzimos incidentes de phishing após treinamento” ou “implementamos rotina de backup testada mensalmente”). Participe de comunidades, eventos gratuitos do NIC.br, e mantenha seu LinkedIn ativo com aprendizados.


Habilidades necessárias para a profissão


  • Comunicação clara (falar e escrever sem “tecniquês”).

  • Escuta ativa e empatia com usuários e gestores.

  • Organização e método (checklists, cronogramas simples).

  • Visão de risco e priorização (o que é crítico x o que pode esperar).

  • Ética e responsabilidade ao lidar com dados e pessoas.

  • Curiosidade e atualização contínua (novos golpes e boas práticas).

  • Negociação (construir acordos com áreas diferentes).

  • Didática para treinar equipes com exemplos reais.

  • Leitura de indicadores básicos (incidentes, adesão a políticas).


Um bom consultor é quase um educador dentro das empresas: traduz conceitos, convence pelo exemplo e demonstra que segurança não é bicho de sete cabeças quando vira rotina.


Salário médio


A remuneração varia por cidade, porte do cliente/empresa, experiência e formato (CLT, PJ, consultoria por projeto). Como referência, dados oficiais do salario.com.br para Analista em Segurança da Informação (CBO 2123-20) — uma função próxima ao nível consultivo — mostram média de R$ 8.545/mês, com piso de R$ 8.312 e teto de R$ 18.146atualizados em 06 de agosto de 2025 com base em 7.278 vínculos do CAGED.


Em plataformas que reúnem salários reportados por profissionais, a faixa para Consultor de Segurança da Informação aparece frequentemente entre R$ 7 mil e R$ 12 mil/mês de salário base, com mediana por volta de R$ 11 mil/mês (dados atualizados em 8 de abril de 2025, amostra de 20 salários). Em empresas e projetos maiores, há variável(bônus) que pode elevar o total.


Para PJ/consultoria, muita gente cobra por projeto ou por hora, de acordo com escopo (número de unidades, prazos, treinamentos inclusos). Organização comercial (propostas claras, entregáveis e prazo) ajuda a estabilizar a renda.


Local e ambiente de trabalho


Consultores trabalham em modelos híbridos: parte do tempo remoto (reuniões, análises, relatórios) e parte presencial(entrevistas, workshops, testes). O ambiente é colaborativo: você conversa com TI, jurídico, RH, finanças, atendimento e diretoria, além de fornecedores. A rotina tende a seguir projetos curtos (algumas semanas) com entregas claras — políticasplano de açãotreinamentosrevisão de acessos.


Em clientes menores, o consultor atua de ponta a ponta(diagnóstico, plano, implementação assistida). Em clientes maiores, costuma focar em governança e priorização, enquanto equipes técnicas executam ajustes.


O espaço físico pode ser home officeescritórios do clientecoworkings e salas de reunião para workshops. O essencial é ter boa conexão, ferramentas de colaboração e disciplina para manter prazos. Como a pauta é segurança, espera-se confidencialidade e respeito ao lidar com dados sensíveis e conversas internas.


Mercado de trabalho


A demanda por segurança não para de crescer. Segundo previsões da IDC, as soluções de segurança (hardware e software) devem movimentar cerca de US$ 2,1 bilhões no Brasil em 2025, impulsionadas pela complexidade dos ambientes em nuvem e pela adoção de IA — o que cria espaço para profissionais que orientem escolhas e prioridades.


Relatórios recentes mostram o Brasil entre os maiores mercados do mundo em cibersegurança: o país aparece na 12ª posição no ranking global, com investimentos acumulados previstos de R$ 104 bilhões até 2028, de acordo com a Brasscom. Esse cenário vem acompanhado de escassez de profissionais qualificados e crescente pressão por conformidade (como a LGPD), elevando a relevância do consultor que fala a linguagem do negócio e organiza planos viáveis.


Outro dado que chama atenção: o custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$ 7,19 milhões em 2025, segundo a IBM — aumento em relação a 2024. Isso significa que pequenas falhas (um clique em e-mail falso, um computador sem atualização) podem sair muito caro, e prevenção passa a ser vista como investimento. Para o consultor, esses números ajudam a justificar projetos e a envolver a liderança.


Globalmente, pesquisas da PwC indicam que 77% das organizações pretendem aumentar o orçamento de cibersegurança, mas poucas afirmam ter resiliência plena implantada — espaço ideal para consultoria com foco em processos simples, treinamento e priorização. Na prática: empresas querem ajuda para tirar planos do papel, organizar rotinas e medir resultados.


Como se destacar?


  • Comece simples: foque no “básico bem-feito” (senhas, atualizações, backup testado, conscientização).

  • Mostre resultado: relate quedas de incidentes, tempo de resposta melhor, auditorias internas concluídas.

  • Escolha nichos (escolas, clínicas, e-commerce) para falar com exemplos do dia a dia desses ambientes.

  • Parcerias: trabalhe com desenvolvedores, provedores de nuvem e jurídico para pacotes completos.

  • Atualize-se com fontes confiáveis (CERT.br, ANPD, relatórios do setor).


Em resumo: o mercado é promissor para quem une comunicaçãoorganização e curiosidade. O consultor que educaprioriza e entrega vira parceiro de longo prazo do cliente.


Perguntas frequentes sobre a profissão


1) Preciso ser “especialista técnico” para começar? Não. Ter noções gerais ajuda, mas o consultor júnior pode atuar com boas práticas básicas, organização e comunicação. O importante é saber pedir ajuda a especialistas quando necessário.


2) Dá para trabalhar remoto? Sim. Muitas atividades são on-line (reuniões, análise de políticas, relatórios). Momentos presenciais são úteis para treinamentos e entrevistas com áreas críticas.


3) Com o que eu mostro resultado? Queda de incidentes simplesadesão às políticas, tempo de resposta a problemas e implementação de rotinas (backup testado, atualizações em dia).


4) Consultor precisa conhecer LGPD? Sim, pelo menos o básico aplicado (coleta, uso, guarda e exclusão de dados). A ANPD publica guias educativos gratuitos que ajudam muito.


5) É uma carreira com futuro? Sim. Investimentos crescentes, custos de incidentes em alta e falta de profissionais mantêm a demanda aquecida.


Links e vídeos úteis


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