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Engenheiro petrolífero

Curte resolver problemas grandes, trabalhar em equipe e ver projetos que começam no computador virarem plataformas, poços e linhas reais? O engenheiro petrolífero é quem ajuda a tirar do papel (e do fundo do mar!) boa parte da energia que move o mundo hoje. É uma profissão que fica na interseção de campo e escritório: de um lado, planejamento, dados e simulações; do outro, operações em plataformas, navios-sonda e unidades de processamento.


No Brasil, o cenário é especialmente relevante: somos um dos maiores produtores do planeta, com forte peso do pré-sal. Em 2024, a produção nacional ficou em cerca de 3,4 milhões de barris/dia, com o pré-sal respondendo por ~78,8% do total — números que mostram por que o país segue formando e contratando profissionais para áreas de exploração e produção.

Existem várias portas de entrada: cursos superiores específicos (Engenharia de Petróleo) e também trilhas em Engenharia Química, Mecânica, de Produção, Naval, de Minas e afins.


O trabalho vai muito além da perfuração: envolve planejaracompanhargarantir segurança e meio ambienteotimizar custos e comunicar com clareza. E como a indústria está em transformação, cresce o espaço para quem une base de engenharia com dadossustentabilidade e tecnologia.



O que é um Engenheiro Petrolífero


É engenheiro que se dedica ao ciclo do petróleo e gás — especialmente a parte upstream (antes do refino): estudos de áreas exploratórias, planejamento de poços, acompanhamento de operações, análise de produção e confiabilidade. No Brasil, o exercício da engenharia exige registro no CREA, conforme as regras do sistema Confea/Crea. Ou seja: você se forma numa engenharia reconhecida e, para atuar, faz o registro profissional.


Embora o nome “Engenharia de Petróleo” exista em várias faculdades, o mercado também absorve quem se forma em outras engenharias e se especializa depois (pós-graduação, residências técnicas, cursos corporativos). Em plataformas e unidades offshore, a cultura de segurança e saúde é regida por normas específicas — no Brasil, destaque para a NR-37, que define requisitos mínimos de segurança e condições de vivência em plataformas.


O que faz


  • Analisa dados geológicos e de produção para apoiar decisões.

  • Ajuda a planejar poços (cronograma, materiais, riscos, contingências).

  • Acompanha operações de perfuração e completação, sob protocolos de segurança.

  • Monitora parâmetros de produção (vazão, pressão, temperatura) e sugere ajustes.

  • Define e revisa procedimentos operacionais e de segurança.

  • Coordena contratos e logística com fornecedores e embarques.

  • Elabora relatórios claros para lideranças e órgãos reguladores.

  • Propõe melhorias para reduzir custos e aumentar eficiência.

  • Interface com meio ambiente (planos de emergência, descarte, licenças) em conjunto com equipes dedicadas.

  • Utiliza ferramentas digitais (planilhas, softwares de simulação, análise de dados).

  • Treina equipes em procedimentos e faz briefings de segurança.

  • Participa de testes e inspeções antes de cada etapa crítica.


No cotidiano, é uma mistura de planejamento e operação. Em semanas de campo, pode embarcar numa plataforma para acompanhar uma etapa específica; em semanas de escritório, mergulha em dados e reuniões com áreas de geologia, logística, manutenção e meio ambiente. Como o Brasil é majoritariamente offshore (a produção de petróleo vem quase toda do mar), entendimento de rotinas em plataformas e “português claro” para explicar decisões são diferenciais.


Responsabilidades


  • Colocar segurança em primeiro lugar, cumprindo normas e procedimentos.

  • Respeitar e promover a NR-37 nas atividades de plataforma.

  • Planejar tarefas com riscos mapeados e planos de contingência.

  • Tratar meio ambiente como prioridade (prevenção e resposta a emergências).

  • Garantir qualidade dos dados e rastreabilidade de decisões.

  • Comunicar claramente com a equipe: o que fazer, por quê e como.

  • Trabalhar em equipe com áreas técnicas e fornecedores.

  • Acompanhar contratos, prazos e custos com responsabilidade.

  • Atualizar-se em normas, licenças e requisitos do projeto.

  • Respeitar regras de integridade e confidencialidade.

  • Registrar lições aprendidas para evitar repetição de falhas.

  • Cuidar do bem-estar próprio e do time (rotinas embarcadas exigem preparo).


Essas responsabilidades protegem pessoas, ambiente e ativos. Em plataformas, valem regras específicas para convivência e trabalho — desde briefings diários até simulados de resposta a emergências antes de uma licença definitiva.


Áreas de atuação


  • Exploração e Produção (Upstream): estudos, planejamento de poços, monitoramento de produção.

  • Operações Offshore (plataformas, navios-sonda): acompanhamento de etapas e rotinas de segurança.

  • Onshore (terrestre): campos maduros e revitalização com operadores independentes.

  • Planejamento e Projetos: prazos, escopo, custos e integração com fornecedores.

  • Logística e Suprimentos: materiais críticos, embarques, contratos.

  • Meio Ambiente e SMS: planos de emergência, licenças, treinamento.

  • Análise de Dados e melhoria contínua: automação de relatórios, dashboards e indicadores.


No Brasil, a produção é majoritariamente marítima e o pré-sal domina o volume, mas há espaço crescente também em empresas independentes onshore e em projetos ligados a novas fronteiras, como a Margem Equatorial (em licenciamento e leilões recentes). Isso abre frentes para perfis diversos — de quem curte embarcar a quem prefere a gestão técnica no escritório.


Como se tornar um


O caminho mais direto é fazer uma engenharia (5 anos, em média) e depois se especializar no setor:


  1. Escolha do curso: Engenharia de Petróleo é a trilha mais direta, mas Engenharia Química, Mecânica, de Produção, Naval e de Minas também levam à indústria, com especialização posterior. Após formado(a), o exercício profissional exige registro no CREA (Sistema Confea/Crea).

  2. Vivência prática: busque estágios em óleo e gás, empresas de perfuração, serviços offshore, logística e manutenção. Muitos aprendizados são de rotina, segurança e comunicação.

  3. Base em segurança: quem pretende embarcar precisa conhecer regras de plataforma. A NR-37 define requisitos de segurança e condições de vivência. As empresas normalmente treinam a equipe e podem exigir simulados de emergência e cursos específicos antes do embarque.

  4. Idiomas e dadosinglês ajuda muito (manuais, reuniões com fornecedores) e análise de dados virou parte do dia a dia (planilhas, scripts simples, dashboards).

  5. Especializações: pós-graduações e cursos corporativos em operação offshoregestão de projetoscontratosmeio ambiente e integridade ampliam horizontes.


Habilidades necessárias para a profissão


Mais do que decorar fórmulas, o mercado procura gente organizada e segura nas rotinas:


  • Mentalidade de segurança (seguir procedimentos, parar quando necessário).

  • Comunicação clara (explicar decisões sem jargões).

  • Trabalho em equipe (muitas áreas e fornecedores envolvidos).

  • Organização e disciplina (planos, checklists, registros).

  • Raciocínio prático para resolver problemas no ritmo da operação.

  • Leitura de dados (interpretar indicadores e tendências).

  • Gestão do tempo e priorização.

  • Resiliência (rotinas embarcadas, clima e imprevistos).

  • Curiosidade e aprendizado contínuo (normas, ferramentas, tendências).


Uma boa regra de ouro: segurança + clareza + colaboração. É o trio que faz você ganhar confiança da equipe.


Salário médio


A remuneração varia muito conforme empresafunçãoescala (on/offshore)estado e benefícios. Boas referências públicas:


  • Petrobras divulga tabela salarial por nível. Para nível superior, a faixa base mensal (vigência 01/09/2024 a 31/08/2025) vai de ~R$ 8,5 mil a ~R$ 12,5 mil, antes de adicionais (periculosidade, turno, embarque) e PLR. É uma visão oficial útil para calibrar expectativas.

  • Em sites de mercado como Glassdoor, há relatos para “Engenheiro de Petróleo” em empresas do setor — por exemplo, página da Petrobras com média ~R$ 180 mil/ano (valor autorrelatado). Lembre que metodologias variam e dependem de quem informa.

  • Outras bases agregam dados da categoria “engenheiros” e especialidades ligadas a petróleo e petroquímica, o que ajuda a comparar quando a vaga não usa exatamente o título “engenheiro de petróleo”.


Sempre avalie o pacote total: salário + benefícios (saúde, previdência, educação), adicionais (embarque, turno) e PLR. Em operadoras e prestadoras offshore, esses itens fazem grande diferença.


Local e ambiente de trabalho


Você pode atuar em dois mundos que se complementam:


  • Escritório/centros operacionais: rotina de planejamento, análise de dados, reuniões com fornecedores, elaboração de procedimentos, relatórios e apresentações. O ambiente é colaborativo e guiado por prazos e metas.

  • Campo (offshore/onshore): plataformas e unidades de perfuração e produção. Há regras rígidas de segurançabriefings diários, controle de acesso, uso de EPI e checklists. Em plataformas, a NR-37 orienta desde a segurança até a vivência (alojamentos, alimentação, lazer). Os embarques ocorrem em escala (ex.: 14x21, 14x14, varia por empresa) e envolvem simulados de emergência.


O clima é de cooperação: geologia, engenharia, operação, manutenção, logística e meio ambiente atuam como um time só. Organização e respeito a procedimentos fazem parte da cultura — e são o que mantém todo mundo seguro.


Mercado de trabalho


O mercado brasileiro é relevante e dinâmico — e muda conforme produção, leilões e licenças ambientais.

Produção e pré-salO Brasil produziu, em 2024, cerca de 3,4 milhões de barris/dia, com o pré-sal respondendo por ~78,8% do total. É um patamar alto e confirma que os grandes projetos offshore continuam demandando engenharia na veia — para planejar, operar e melhorar resultados com segurança.


Leilões e novas fronteiras Em 17 de junho de 2025, a ANP realizou o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com 34 blocos arrematados(Parecis, Foz do Amazonas, Santos, Pelotas), R$ 989 milhões em bônus e previsão de R$ 1,46 bilhão em investimentos exploratórios mínimos. Para quem está começando, isso significa pipeline de estudos, contratações e serviços espalhados por anos.O governo celebrou o resultado e reforçou o interesse por novas fronteiras — inclusive na Margem Equatorial, região que vem ganhando os holofotes e onde processos de licenciamento têm chamado atenção do público e da mídia.


Licenciamento ambiental: sinal amarelo (atenção!) Na Foz do Amazonas, o Ibama negou a licença de perfuração em 2023, e desde então a Petrobras apresentou ajustes — como um plano de proteção à fauna — que avançaram o processo em 2025. O órgão aprovou etapas do plano e autorizou simulações de emergência, última fase antes da decisão final sobre perfuração. Isso mostra que o tema ainda está em evolução e pode impactar cronogramas e contratações. Para o engenheiro, é um lembrete: meio ambiente e segurança são parte central do trabalho.


Contratações e perspectivas Petrobras informou que pretende contratar 1.780 empregados em 2025, priorizando Processos Industriais e Exploração & Produção. Ou seja, há sinais de oportunidades em áreas “core” da carreira. Além da estatal, operadoras independentes e serviços (perfuração, logística, manutenção) seguem compondo um ecossistema com muitas portas de entrada.


Tendências que puxam vagas


  • Pré-sal maduro e robusto: ainda é a locomotiva da produção brasileira.

  • Oferta Permanente ativa: leilões frequentes criam pipeline de projetos.

  • Digitalização: mais sensores, dados e automação exigem gente que analisa e decide bem.

  • Segurança e compliance: foco constante; quem domina procedimentos e comunicação se destaca.

  • Sustentabilidade: licenças, planos de emergência e redução de emissões entram no dia a dia — a NR-37 e as práticas ambientais tornam-se diferenciais competitivos.


Como ficar competitivo


  • Faça estágios cedo (mesmo em áreas adjacentes: logística, manutenção, dados).

  • Aprenda inglês e ferramentas de dados (planilhas, BI).

  • Conheça o básico de segurança e meio ambiente (NR-37, planos de emergência).

  • Treine comunicação clara: o “como explicar” é tão importante quanto o “o que fazer”.


Perguntas frequentes sobre a profissão


Preciso cursar exatamente “Engenharia de Petróleo”? Não. É uma trilha ótima, mas o setor também contrata Engenharia Química, Mecânica, de Produção, Naval e de Minas com especialização posterior. O essencial é registro no CREA para atuar como engenheiro.


Vou necessariamente trabalhar embarcado? Não. Há funções onshore (escritórios, centros operacionais, fábricas, bases). Quem embarca segue regras de segurança e vivência da NR-37 e rotinas de escala.


Quais cursos extras ajudam? Idiomas, análise de dadosgestão de projetos e temas de segurança/meio ambiente. Antes de operações, empresas podem exigir simulados de emergência previstos no processo de licenciamento.


Como está o mercado para os próximos anos? Com pré-sal forteleilões ativos e contratações anunciadas, há sinais positivos. Mas licenciamento ambiental e ciclos de preço influenciam cronogramas. A versatilidade (dados + segurança + comunicação) faz diferença.


Links e vídeos úteis


3 comentários


ANGELO MIGUEL SILVA BARROS
ANGELO MIGUEL SILVA BARROS
08 de dez. de 2025

plug


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Luigi Ricardo Palombit
Luigi Ricardo Palombit
26 de nov. de 2025

seria legal pescar lá

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deve ser muito legal ficar no mar aberto

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