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Visão de Portugal: A necessidade da orientação profissional nas escolas



Por Sofia Carreira

Orientação de carreira para Executivos e Jovens com 20 anos de experiência



Há quatro momentos críticos de decisão para o futuro dos jovens em Portugal: ensino secundário, licenciatura, mestrado e primeiro emprego.


O que deveriam ser momentos de escolha esclarecida e bem suportada, construída desde cedo e ao longo dos anos, são comumente passos dados com grande incerteza e ansiedade. E com implicações determinantes para o futuro.

Sabemos que é alto e que molda irreversivelmente o futuro de famílias e de uma sociedade, mas não sabemos ao certo o custo anual que advém das escolhas de cursos e profissões sem vocação, da baixa produtividade, dos esgotamentos, das depressões, de vidas vividas em dissonância com um propósito. É assim em Portugal e um pouco por todo o Mundo.

Trata-se de uma ironia dos tempos atuais, em que o acesso à informação é, em teoria, ilimitado. Porquê, então, os jovens e as suas famílias vivem entorpecidos com dúvidas e falta de informação? A resposta está no facto de escolhas conscientes implicarem o conhecimento de nós próprios. Perceber como somos, o que gostamos, as nossas tendências, como comunicamos, como nos sentimos úteis e felizes. E depois, sim, conhecer o que existe no mercado, no qual me posso “encaixar” e aportar valor. Sem esta consciência, orientamo-nos apenas pelos faróis que avistamos.

As histórias próximas, as crenças e aspirações familiares, os clichés sociais. Sem conhecimento e questionamento, temos por um lado jovens a serem empurrados para os paradigmas de há um ou dois séculos - a segurança, o retorno financeiro e o status das profissões clássicas, como Médico ou Advogado, por exemplo, ignorando a realidade das mesmas e o facto de que as próprias atividades já evoluíram e, por outro, os que querem estar na linha da frente da inovação, da transformação digital, do empreendedorismo, de tudo o que é sexy, porque seduz os empregadores e, portanto, também traz segurança, retorno financeiro e status. Mas falta conhecer a realidade e o retorno emocional que estas escolhas podem ou não trazer. Fica sempre relegada para segundo plano a antecipação de como serão os dias a ser determinado “personagem”.

Na formação de executivos, vemos muitos que recorrem a este investimento como uma bóia de salvação para uma mudança, como uma última oportunidade para ser mais feliz no trabalho. E a descoberta do caminho de gratificação pessoal acontece quando começamos a fazer o que está alinhado com o nosso propósito. Mas nos modelos sociais e económicos em que vivemos, dar este passo mais tarde, é mais difícil. Porque implica recursos, contexto favorável, tempo útil e, sobretudo, a consciência. Por isso, nunca devemos desistir, mas temos de começar o mais cedo possível a desenvolver o autoconhecimento dos nossos jovens, a dar-lhes ferramentas para conhecerem a realidade e a capacidade de adaptação aos desafios. Para um futuro feliz e bem-sucedido, fazer escolhas com consciência é essencial.


Em Portugal, existem vários programas e ofertas de soluções de orientação profissional, mas de forma avulsa e desarticulada. Ao alcance dos que fazem parte de famílias que lhes proporcionam essa “jornada” de conhecimento do mercado e de si próprios, ou dos alunos que, por sorte, frequentam as escolas que têm a iniciativa de fazer algo mais estruturado com a comunidade. Porque esta não é ainda uma prioridade do sistema educativo português.


O ensino tende para a "normalização" e está centrado nos conteúdos programáticos e na sua avaliação. Em primeiro lugar, as notas e só depois o investimento no autoconhecimento dos jovens e na clarificação, quer das opções que têm como do mundo real que os espera. Segundo a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, em 2020/2021, todos os cursos aumentaram os casos de alunos que abandonaram os estudos no primeiro ano, à exceção dos mestrados integrados (com uma taxa de abandono de 3,7%). A percentagem dos que saíram das licenciaturas é de 10,8%, 16,2% dos mestrados de 2º ciclo e 24,4% dos cursos técnicos superiores profissionais. O mais recente programa do Governo aposta na qualificação no ensino secundário e o Plano de Recuperação e Resiliência prevê a criação de 365 Centros Tecnológicos Especializados entre 2022 e 2025, para formação em áreas estratégias. Mas este investimento só dará resultados se houver, em paralelo, uma resposta concreta à urgência de políticas estruturais em matéria de orientação profissional.


Neste âmbito, o Brasil deu um passo importantíssimo e exemplar ao implementar no ensino a disciplina Projeto de Vida e o acesso a uma jornada com a da FutureMe. A democratização da orientação profissional nas escolas de forma estruturada, transversal, séria e profunda, para que sejam feitas escolhas com consciência o mais cedo possível, é fundamental. Mapear o talento e as necessidades de um País para trabalhar em função desse alinhamento é crítico. Porque pensar o ensino, a formação de jovens, descurando o autoconhecimento, a descoberta das vocações e a orientação para as evoluções profissionais adequadas, é esvaziar o setor do seu principal papel na sociedade e hipotecar o futuro.



"O Brasil deu um passo importantíssimo e exemplar ao implementar no ensino a disciplina Projeto de Vida e o acesso a uma jornada com a da FutureMe"
- Sofia Carreira (Especialista em Orientação profissional com + de 20 anos de experiência)

 

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